
Bastava sair de lá e iria começar uma nova vida.
Não iria pedir desculpas. Não iria dizer obrigado.
Não iria julgar as pessoas. Amaria ou odiaria sem pensar.
Não seria conivente. Não diria amém
Não aceitaria conselhos da mamãe. Mesmo que ninguém entendesse, iria mesmo assim, tentar encontrar o seu caminho. Talvez até ser feliz.
Não iria mais chegar atrasada em encontros. Simplesmente não iria.
Não sentiria mais remorso. Simplesmente seria fria
Não se importaria com o namorado. Vez por outra o trairia.
Não ganharia mais herança. Não mais seria a queridinha. Não teria mais família.
O ecoar de suas poucas doces lembranças um dia acabaria. Veria que aqui na realidade tudo continuaria.
Independente de sua escolha, independente de sua vida.
Tomou uns comprimidos anti-depressivos e misturou com bebida.
Aquilo que vivia não era o que queria.
Só precisava sair daquele quarto de hospital.
Estava decidida.
Entrava para um convento, ou se Deus quiser, seria uma prostituta.
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