sexta-feira, 15 de outubro de 2010

“Onde está a beleza nos filmes de Hitchcock”

Pra que o dente do siso?
Pra que tanta coisa aqui dentro?
Pra que essa tal de apendicite?
A felicidade às vezes me deixa tão triste
Vai ver que é porque ela não nos acompanha até o fim
Também...Ninguém disse que tinha que ser assim
Pra que o livre arbítrio se existe o destino?
Pra que a dúvida se a certeza é só o cansaço?
Gostaria de pegar uma vez o horizonte
Chegar antes dos ventos, atrás dos montes
Duas linhas paralelas se cruzassem e mais três pulgas se estrebuchassem de tanto rir
Por terem sugado de um hiv positivo
Pra que existe mosquitinho de banheiro?
Pra que ter a unha encravada
NUNCA ACREDITE NA ÚLTIMA FRASE
Onde houver sombra haverá luz
Sei que não foi você que quis
Toda essa poluição, os poros sujos se fechando, o barulho, o corre-corre o dia inteiro
Não quis também esse amor que te arremesso por cima da barreira da indiferença e da hipocrisia
Tampouco quis que eu a tocasse pois seus pés não estavam limpos
Assim como os seus dentes que teimam em ficarem amarelos, não importa quanto escove
Assim como você que teima em não querer ver
Dizendo precisar de um tempo, ir devagar, precisar de você
Será que não percebe que sou eu?
Mas deixe estar porque eu te amo, assim como a mim
Pra que tanto sono?
Pra que tanta vontade?
Pra que tanto respeito?
Tudo que eu disse acima é verdade

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