Levantou-se naquela manhã com uma sensação diferente que crescia e a fazia crescer. Fazia com que ela fosse mais do que realmente era.
Seu sorriso era como de uma criança quando encontra a própria mãe. Puro e belo por si só.
Enquanto se espreguiçava perguntava o porquê de tudo aquilo estar acontecendo. Afinal, não tinha muitos motivos pra ficar daquele jeito, pois a noite anterior tinha sido igual às outras.
Mas naquela manhã ela estava diferente. Era ela diferente
Decidiu que iria se dar um presente
Talvez até mais do que isso. Só não iria esperar ninguém satisfazê-la. Iria atrás
Saiu do quarto como se tivesse de partida para um final que não conhecia. Não sabia onde, como e com quem terminaria.
No banheiro, tomando banho, acariciou o seu corpo como há muito tempo não fazia. Como há muito tempo não sentia vontade de fazer.
Ficou por horas embaixo do chuveiro.
Quando terminou se sentiu revigorada e teve uma certeza que é sempre bom ser provada. Como é bom ser tocada.
Ali, em frente ao espelho, escovando os cabelos, não se importou com os quilinhos a mais. O que a natureza leva a natureza trás. Queria comer pouco, mas gostava de comer demais. Voltou seus olhos para o seu rosto. Não sabia se era o embaçado do espelho, mas achava que tinha lá, uma certa beleza escondida.
Então teve uma visão que chamou a sua atenção. Era seu sorriso que ainda estava ali pra ser apreciado. Inconfundível, misterioso, charmoso. Nunca antes assim havia dado.
Se namorou por alguns segundos e se achou uma ridícula naquela situação, que ao mesmo tempo, era ma-ra-vi-lho-sa.
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