Outra noite às avessas
O dia sem pressa de aparecer
São mais de três ou quase cinco
O tempo é onipresente pra todos, mas a cada segundo ele nos faz esquecer disso
É só um som.
Uma batida
Seca
Assim como a boca dele que deseja a de outro
Como os lábios dela, borrados de vermelho-sangue, implorando um cigarro
Os olhos de uma outra, parecia uma boneca de camafeu, tentando obter alguma atenção... Em vão... Daquele que parecia tímido, cabisbaixo, mas era pura preocupação
Castanho-Estalo, fixos na pista, não sabia se ia agüentar de tanta cocaína
E o coração batendo... Como de todos eles, de uma forma intensa
Seus corpos ali... Transpirando vida
Transpirando amor
Transpirando odor
Ôôôôôôôôôôôô dor
Preferiam o escuro do que as luzes com seus flashs incessantes, mas entravam em êxtase quando viam suas sombras na parede
O mais estranho que pra isso dependiam delas, quaisquer que fossem as cores
Sem preconceito
Ficavam maravilhados por possuírem várias formas
Finas, pequenas, gigantes
Podiam se amontoar, se bater, se tocarem, sem se preocupar com camisinha
Sem nenhuma hipocrisia
Suave epilepsia, que cada cérebro desconhecia e que agora soltavam em impulsos elétricos desritmados, fazendo uma perfeita harmonia
Mesmo sem penetração pode ser muito bom
São mais de três ou quase cinco em algum lugar
Sabemos disso
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